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Sindicato denuncia que cerca 2 mil empresas clandestinas de segurança atuam em Minas

Atualizado: 19 de jul. de 2021

Morte de João Alberto Freitas, espancado por seguranças do Carrefour, reacende o debate





O Sindicato das Empresas de Segurança e Vigilância do Estado de Minas Gerais (Sindesp-MG) denunciou que mais de 2 mil firmas clandestinas atuam no estado. Apenas 36 mil profissionais podem exercer a profissão. A falta de treinamento adequado a quem se inscreve nos locais onde praticam atividade irregular pode causar transtornos irreparáveis a todos os envolvidos.


Dois exemplos emblemáticos e de grande repercussão no Brasil revelam esses riscos. A morte do fisiculturista Allan Guimarães Pontelo, morto por seguranças de uma boate de BH, em 2017, cujo um dos autores foi julgado em novembro desse ano, e o mais recente, a morte de João Alberto Freitas, de 40 anos, espancado por seguranças do Carrefour no estacionamento do supermercado, em Porto Alegre.

“Não só no nosso estado, mas em todo Brasil, a segurança clandestina é um problema. Em caso de algum tipo de ocorrência fora da normalidade, se corre riscos de multas, de empresas serem fechadas, de profissionais serem desqualificados, porque você está descumprindo a lei”, disse o diretor do Sindesp, Everton Silva. Segundo ele, em Minas Gerais cerca apenas 121 empresas são autorizadas pela Polícia Federal.

Para saber se as empresas estão, de fato, regularizadas o diretor afirma que se deve consultar o site Polícia Federal, ou então exigir delas o próprio certificado de validação da PF.

De acordo com o diretor, existe um projeto de lei, conhecido como Estatuto da Segurança, que já tramita há tempos. O projeto, que já foi aprovado na Câmara, hoje se encontra parado no Senado sem ser votado. Ele criminaliza a atividade de vigilância clandestina, de empresas não autorizadas.


O diretor aponta a impunidade, ou as punições mais leves como fatores para que as empresas clandestinas continuem atuando. “Como é branda, o risco que se corre é pequeno, e aí você acaba dando liberdade para aventureiros trabalharem nesse ramo”, finalizou.

Em nota, a Polícia Federal informou que o número de empresas clandestinas informado aparentemente não tem nenhuma base sustentável. Disse que todas as denúncias apresentadas pelo sindicato são devidamente analisadas e que atua constantemente no combate à atividade clandestina de segurança privada.

PorClever Ribeiro

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