SEGURANÇA PRIVADA ALCANÇOU 571 MIL VIGILANTES EM ATIVIDADE EM MAIO DE 2025
- vjorge
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Dados divulgados pela Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores — Fenavist indicam que o Brasil possuía 571.158 vigilantes em atividade em maio de 2025.
Desse total, 546.433 profissionais estavam vinculados a empresas especializadas de segurança privada e 24.725 atuavam em serviços orgânicos de segurança, mantidos por empresas e instituições para proteção própria, conforme as regras de autorização e fiscalização da Polícia Federal.
O levantamento integra o Anuário Brasileiro de Segurança Pública e utiliza informações da Polícia Federal compiladas pelo Departamento de Estatística da Fenavist.
EVOLUÇÃO DO EFETIVO
Em dezembro de 2024, o setor registrava 519.095 vigilantes em atividade. A comparação com maio de 2025 representa crescimento aproximado de 10% nos cinco primeiros meses do ano.
Em relação a maio de 2024, quando havia 530.194 profissionais em atividade, o aumento foi superior a 7%.
Os dados também apontaram que as mulheres correspondiam a aproximadamente 15% do efetivo, conforme informações da Relação Anual de Informações Sociais — RAIS, do Ministério do Trabalho e Emprego.
FORMAÇÃO PROFISSIONAL
A Polícia Federal registrava 765.942 pessoas com curso de formação atualizado. Esse número evidencia a existência de contingente profissional habilitado superior ao efetivo em atividade.
A diferença, entretanto, não deve ser interpretada automaticamente como quantidade de desempregados. A manutenção do curso atualizado não comprova, isoladamente, que o profissional esteja procurando colocação ou disponível para contratação imediata.
EMPRESAS E CURSOS AUTORIZADOS
Em maio de 2025, existiam 4.770 empresas autorizadas pela Polícia Federal: 2.899 empresas especializadas em segurança privada e 1.871 empresas com serviço orgânico de segurança.
Também estavam autorizados 361 estabelecimentos de ensino destinados à formação e ao aperfeiçoamento de vigilantes.
FROTA OPERACIONAL
O levantamento registrou 4.031 carros-fortes, 3.765 veículos de escolta armada e 755 veículos leves.
A diminuição do número de carros-fortes foi associada, como hipótese, ao crescimento dos pagamentos digitais e à consequente redução da circulação de dinheiro em espécie.
LEITURA REGULATÓRIA
Os números retratam a situação existente em maio de 2025. Naquele momento, a Lei nº 14.967/2024 — Estatuto da Segurança Privada e da Segurança das Instituições Financeiras — já estava em vigor, mas sua regulamentação ainda não havia sido publicada.
Por isso, o crescimento verificado não pode ser atribuído exclusivamente ao Estatuto. A própria Fenavist adotou posição cautelosa quanto à identificação de uma relação direta entre a nova legislação e o aumento do efetivo.
O cenário regulatório foi posteriormente alterado pelo Decreto nº 13.012/2026 e pela Instrução Normativa DG/PF nº 340/2026. Comparações futuras deverão considerar os efeitos da regulamentação, das regras de transição e da ampliação das atividades submetidas ao controle da Polícia Federal.
Os dados de 2025 constituem, assim, importante referência histórica para acompanhar a evolução do emprego formal, da capacidade de formação profissional, das empresas autorizadas e da estrutura operacional da segurança privada brasileira.
Fonte: Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores — Fenavist, com dados da Polícia Federal compilados para o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Observatório da Segurança Privada
Informação, acompanhamento regulatório e análise técnica do setor.


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